Câncer de mama: o que fazer para não ter!

Câncer de mama: o que fazer para não ter!

Estamos no mês de outubro, o mês de Nossa Senhora Aparecida, das crianças e também do “Outubro Rosa”. Em todo o mundo é realizada uma campanha de conscientização e combate ao câncer de mama, com o objetivo de alertar as mulheres e a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e mais recentemente sobre o câncer de colo do útero.

Você já pensou o porquê dessa campanha ter um alcance mundial e ter tomado essa proporção?

A resposta é simples, mas triste: porque os números da doença são assustadores!!!

O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum e que mais mata mulheres em todo o mundo. Estima-se 60 mil novos casos de câncer de mama entre 2018 e 2019 no Brasil, ou seja, são mais de 80 novos casos por dia em 2 anos.

É por isso que não podemos ficar alheias a essa realidade e temos o dever de esclarecer sobre os sinais e sintomas dessa doença, qual a sua causa e o que você pode fazer para não ter a doença.

Sinais e Sintomas

Em estágios iniciais, o câncer de mama pode não apresentar sintomas, mas é muito importante ficar atenta a certos sinais.

Os principais sinais e sintomas do câncer de mama são:

  • Caroço (nódulo) fixo, endurecido e, geralmente, indolor;
  • Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;
  • Alterações no bico do peito (mamilo);
  • Pequenos nódulos na região embaixo dos braços (axilas) ou no pescoço;
  • Saída espontânea de líquido dos mamilos

Causas

Não existe uma causa única para o câncer de mama e sim alguns fatores que podem aumentar o risco de desenvolver a doença, como:

  • Idade acima dos 50 anos;
  • Primeira menstruação antes dos 12 anos de idade e menopausa após 55;
  • Primeira gravidez após os 30 anos ou não ter tido filhos;
  • Fumar e consumir álcool em excesso;
  • Ter sobrepeso ou obesidade;
  • Não praticar atividade física regularmente;
  • Exposição frequente a raios-X;
  • Histórico familiar de câncer de mama e/ou ovário em parentes de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) que tenham tido a doença antes dos 50 anos;
  • Fazer uso de terapia de reposição hormonal pós-menopausa, principalmente por tempo prolongado.

A importância do diagnóstico precoce

Quanto mais cedo o câncer de mama é descoberto, mais altas são as taxas de sucesso do tratamento. De acordo com o Inca, a taxa de sobrevida após 5 anos pode chegar a 90% quando a doença é detectada em seus estágios iniciais.

Toque-se

Uma pesquisa do Inca divulgada neste mês aponta que 66,2% dos casos de câncer de mama são descobertos pelas próprias pacientes ao notarem alguma alteração na mama.

Por isso, é importante que as mulheres observem e toquem suas mamas sempre que se sentirem confortáveis, como no banho, na troca de roupa ou em outra situação do cotidiano, sem técnica específica, buscando por pequenas alterações mamárias.

Exames

De uma forma geral, há recomendações específicas para cada faixa etária. Veja a seguir:

  • Mulheres de 40 a 49 anos: realização do exame clínico e de mamografia, se existir indicação da equipe de saúde.
  • Mulheres de 50 a 69 anos: realização do exame clínico das mamas e realização de mamografia de 2 em 2 anos, ou em intervalos menores, dependendo do resultado da mamografia anterior. Se você perceber alguma alteração na mama procure a equipe de saúde mais próxima da sua casa. Conhecer o seu corpo e se cuidar é muito importante!
  • Mulheres com elevado risco para câncer de mama (histórico familiar e/ou histórico pessoal de câncer de mama): necessária avaliação e acompanhamento individualizado.

Atenção! As evidências científicas apontam que a realização de mamografias de rotina, quando não há sinais/sintomas suspeitos de câncer de mama nem história familiar que justifique a investigação, fora da faixa etária de 50 a 69 anos, expõe as mulheres à radiação desnecessária e pode, ainda, levar a intervenções/procedimentos que não trazem benefício à sua saúde.

O que você pode fazer para reduzir os riscos

Existem alguns fatores que não são modificáveis, ou seja, que não se fazer nada para mudá-los, como é o caso da idade e da história familiar. No entanto, é possível, sim, reduzir as chances de aparecimento da doença controlando alguns fatores relacionados ao estilo de vida.

Segundo o Inca, 30% dos casos desse tipo de doença podem ser evitados com hábitos de vida saudáveis. Isso significa que você tem um certo poder sobre essa doença. O que você precisa fazer é cuidar da sua saúde, por meio de algumas ações no dia-a-dia. Veja quais são:  

  • Ter uma alimentação saudável, ingerindo verduras, legumes, frutas, proteínas, carboidratos, cereais, além da ingestão de muito líquido;
  • Controlar o seu peso, evitando a obesidade;
  • Não fumar nem consumir bebidas alcoólicas em excesso;
  • Praticar exercícios físicos regularmente, porque melhoram o funcionamento do organismo, controlam alguns hormônios e aliviam o estresse físico e emocional;
  • Fazer acompanhamento médico periódico e esclarecer suas dúvidas com a equipe de saúde e outros procedimentos necessários.

Agora que você já sabe o que fazer para não ter câncer de mama, está na hora de agir, porque a prevenção da doença está nas suas mãos!

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Até o próximo post!

Denize Terra

Personal Trainer de idosos

Fundadora do Programa Longevidade com Qualidade

Referências

http://www.oncoguia.org.br/cancer-home/cancer-de-mama/20/12

http://www.oncoguia.org.br/conteudo/fatores-de-risco-para-cancer-de-mama-relacionados-ao-estilo-de-vida/1377/1128/

http://www.oncoguia.org.br/conteudo/estimativas-no-brasil/1705/1/

https://www.cancer.org.br/10-numeros-preocupantes-sobre-cancer-de-mama-no-brasil-e-no-mundo/

http://www.saude.mg.gov.br/saudedamulher

2019-01-03T10:38:26+00:00