O Poder do Exercício Físico para Prevenir o Alzheimer

O Poder do Exercício Físico para Prevenir o Alzheimer: 10 motivos para se exercitar!

Saiba como o exercício físico pode prevenir o Alzheimer

No artigo anterior Os 7 passos para prevenir o Alzheimer”, você aprendeu o que pode desencadear a Doença de Alzheimer e ficou sabendo dos 7 passos que precisa fazer para prevenir o Alzheimer.

Neste artigo, você vai conhecer o poder do exercício físico para prevenir o Alzheimer e ainda saber quais são os mais indicados para estimular o cérebro e afastar a doença.

Atualmente, vários médicos já reconhecem o poder do exercício físico para a saúde e para o cérebro. Um deles é o Dr. Leandro Minozzo, médico psiquiatra e geriatra, que defende que os exercícios físicos são melhores do que palavras-cruzadas para o cérebro.

Essa afirmação se baseia em diversas pesquisas científicas que demonstraram que o exercício físico é a melhor estratégia para provocar mudanças nas estruturas cerebrais e melhorar as funções cognitivas. Nenhum remédio disponível atualmente é capaz de promover todos os benefícios que o exercício oferece.

Além disso, o exercício combate o envelhecimento, porque produz enzimas antioxidantes, que combatem as moléculas que aceleram o envelhecimento celular.

A partir de agora, você vai conhecer as 10 razões para se exercitar e manter o seu cérebro saudável e longe do Alzheimer.

Então, vamos entender agora de que forma o exercício melhora o funcionamento cerebral e, portanto, previne o Alzheimer:

  • Melhora da Saúde e Combate aos fatores de risco

Ao praticar exercícios físicos você melhora a saúde geral e combate, de uma vez só, a hipertensão, diabetes, obesidade, sedentarismo e depressão, que são os principais fatores de risco para o desenvolvimento do Alzheimer.

Quando você se exercita, o risco de desenvolver a doença cai pela metade.

  • Tamanho do cérebro

Quando se compara um cérebro de quem não tem Alzheimer com o de quem tem a doença, é visível a diferença. Um cérebro acometido com a doença é significativamente menor em tamanho.

No entanto, várias pesquisas mostraram que o cérebro de quem se exercita é maior do que o cérebro de quem é sedentário, sobretudo em áreas associadas à memória e ao Alzheimer, como o hipocampo.

  • Desenvolvimento de novos neurônios

Há alguns anos, acreditava-se que o neurônio, uma vez perdido, não era capaz de se recuperar. Porém, recentes pesquisas mostraram que os exercícios físicos estimulam o desenvolvimento de novos neurônios, através da liberação de substâncias neurogênicas e neurotróficas, como o BDNF e IGF-1.

  • Melhora da memória

Mesmo não havendo cura é possível retardar o declínio das funções cognitivas e combater a perda da memória.

Os exercícios físicos, como correr regularmente, por exemplo, podem amenizar mudanças na estrutura cerebral relacionadas ao envelhecimento. O exercício estimula o hipocampo, que é uma área do cérebro responsável pela memória.

É por isso que o exercício físico previne e ajuda a reverter a perda de memória relacionada ao envelhecimento.

  • Melhora das funções cognitivas

O exercício físico estimula a produção de substâncias neurotransmissoras, que favorece a formação, proliferação e comunicação dos neurônios. Dessa forma, há uma melhora na capacidade de aprendizagem e na memória.

Há também aumento na plasticidade sináptica (capacidade de adaptação das sinapses neurais)

  • Formação de novos vasos sanguíneos

O processo de formação de novos vasos sanguíneos, inclusive cerebrais, é chamado angiogênese. Esse processo é estimulado pela liberação de substâncias durante o exercício físico, como por exemplo, o VEGF (Fator de Crescimento Endotelial Vascular).

Esse é mais um benefício importante do exercício físico, porque preserva a rede vascular necessária para levar sangue ao cérebro e a outros órgãos vitais do corpo, como o coração.

  • Aumento da Atividade e do Fluxo Sanguíneo Cerebral

O cérebro, para o seu bom funcionamento, necessita de glicose e oxigênio, que são fornecidos através do fluxo sanguíneo.

Dessa forma, o exercício promove um aumento do fluxo sanguíneo cerebral, facilitado pela ação do óxido nítrico, que dilata os vasos sanguíneos.

Esse aumento do fluxo sanguíneo cerebral aumenta leva os nutrientes necessários para o cérebro, aumentando sua atividade cerebral e garantindo seu bom funcionamento.

  • Prevenção da formação das placas beta-amilóide

As placas beta-amilóide são a causa do desenvolvimento do Alzheimer, pois elas interrompem as sinapses (conexões) dos neurônios, levando-os à morte.

Então, para se prevenir a doença é preciso evitar a formação dessas placas. A boa notícia é que pesquisas confirmaram que os exercícios físicos liberam substâncias que regulam a proteína amiloide, como o IGF-1 e o VEGF, também responsáveis pela neurogênese e angiogênese, respectivamente.

Em pessoas com déficits cognitivos foram observados menores níveis de IGF-1 e de VEGF, demonstrando a importância dessas substâncias para prevenir o Alzheimer.

  • Prevenção e tratamento da depressão

O exercício físico produz substâncias neurotransmissoras potentes, como a serotonina, dopamina, acetilcolina e norepinefrina. Esses neurotransmissores agem da mesma forma como os medicamentos antidepressivos, sendo capazes de prevenir e tratar a depressão.

  • Melhora da qualidade de vida

Todas as pessoas podem ser beneficiadas com a prática dos exercícios físicos, mesmo quem já está com Alzheimer, em estágio inicial.

Uma pesquisa observou que pessoas com a doença obtiveram benefícios físicos, como aumento da força muscular e do equilíbrio, além dos benefícios cognitivos. Verificou-se que os pacientes com Alzheimer voltaram a fazer coisas que não conseguiam mais, como tomar banho e fazer café.

Dessa forma, o exercício físico é capaz de melhorar a qualidade de vida dos pacientes e a evolução da doença em si.

Quais Exercícios Físicos são recomendados para prevenir o Alzheimer?

A dúvida agora é em relação ao melhor exercício físico para prevenir o Alzheimer.

Na verdade, não existe o melhor exercício, porque cada tipo de exercício trabalha diferentes capacidades físicas que são perdidas com o envelhecimento.

Por exemplo: a caminhada melhora a capacidade cardiorrespiratória, a musculação trabalha a força muscular e exercícios de equilíbrio, como o próprio nome diz, trabalham o equilíbrio.

Por isso, a recomendação é que você realize os seguintes tipos de exercício na mesma sessão (aula):

  • Exercícios aeróbios, como caminhada, bicicleta e hidroginástica;
  • Exercícios de fortalecimento muscular, como a musculação e o pilates;
  • Exercícios de equilíbrio;
  • Exercícios de flexibilidade, como os alongamentos.

Uma outra coisa que você precisa saber é em relação à intensidade do exercício. Para que os exercícios físicos possam prevenir o aparecimento da Doença de Alzheimer, é necessário realizá-los de forma moderada a intensa, no mínimo 3 vezes por semana, por 20 a 60 minutos, por toda a vida.

Isso significa que, se você parar de praticar exercícios, você vai perder o fator de proteção cerebral.

Só assim, você vai melhorar a sua saúde física, mental e qualidade de vida!

Então, fica a dica: faça exercícios físicos e afaste as chances de ter Alzheimer!

Se você não gosta de fazer exercícios, reflita sobre as perguntas abaixo:

Você gostaria de ter Alzheimer?

Você gostaria de perder a sua capacidade física e mental?

Faça sua escolha….

Importante: antes de começar a se exercitar, pergunte ao seu médico se você está apto a realizar atividades físicas.

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Espero que este artigo tenha te convencido, finalmente, a começar a praticar exercícios físicos. E se achou que o conteúdo foi interessante, compartilhe com os seus amigos nas redes sociais!

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Até o próximo post!

Denize Terra

Personal Trainer de Idosos

Fundadora do Programa Longevidade com Qualidade

Referências

Barnes, DE, Yaffe, K. The projected effect of risk factor reduction on Alzheimer’s disease prevalence. The Lancet Neurology; 2011;10(9):819-828. 

Deslandes, A et al. Exercise and Mental Health: Many Reasons to Move. Neuropsychobiology 2009;59:191–198. DOI: 10.1159/000223730

Erickson KI, Weinstein AM, Lopez OL. Physical activity, brain plasticity, and Alzheimer’s disease. Arch Med Res. 2012 Nov;43(8):615-21. doi: 10.1016/j.arcmed.2012.09.008. Epub 2012 Oct 16.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23085449

http://www.institutoalzheimerbrasil.org.br/noticias-detalhes-Instituto_Alzheimer_Brasil/116/indice_de_demencia_vai_triplicar_ate_2050,_diz_estudo.

http://www.institutoalzheimerbrasil.org.br/demencias-detalhes-Instituto_Alzheimer_Brasil/34/fatores_de_risco_e_de_protecao

2019-01-03T10:07:43+00:00