15 Ensinamentos para VIVER BEM

Hoje eu quero ‘falar’ aqui no blog sobre o Dr. Shigeaki Hinohara, um médico japonês que se tornou uma ‘lenda’ no Japão (e no mundo) devido a seus ensinamentos sobre o bem viver.

Detalhe: ele trabalhou até os 105 anos (isso mesmo!), até o final de sua vida, e nos deixou ensinamentos que são verdadeiras luzes e podem nos ajudar a vivenciar, na prática, a Longevidade com Qualidade, minha ‘bandeira’ para uma vida longeva, autônoma e com muita saúde!

Veja algumas dicas e ensinamentos do Dr. Shigeaki Hinohara:

  • A energia provém da sensação de bem estar. Não da boa alimentação ou do descanso: você se lembra que quando éramos pequenos, se nos esquecíamos de comer ou dormir por estar jogando? Creio que, sendo adultos podemos manter a mesma atitude. É melhor não saturar o corpo com demasiadas regras e horários.
  • As pessoas mais longevas, sem importar sua nacionalidade, raça ou gênero, compartilham uma coisa em comum: nenhuma delas tem sobrepeso. Para o desjejum eu bebo uma xícara de café, um copo de leite e suco de laranja com uma colherada de azeite de oliva, já que este produto é excelente para a saúde das artérias e para a pele. No almoço tomo um copo de leite com algumas bolachinhas, ou nada, se não tenho tempo para comer. Nunca tenho fome, porque me concentro no trabalho. O jantar consta de vegetais, um pouco de pescado ou arroz e, duas vezes por semana, 100 gramas de carne magra.
  • Não há necessidade de se aposentar. Mas se temos que fazê-lo, deveria ser muito depois dos 65 anos. A aposentadoria aos 65 foi estabelecida meio século atrás, quando a esperança de vida, no Japão, era de 68 anos e, somente 125 japoneses superavam os cem anos de idade. Na atualidade as mulheres japonesas vivem cerca de 86 anos e os homens 80. Além disso, em nosso país temos mais de 36.000 centenários, o que significa que, em 20 anos poderemos ter perto de 50.000 pessoas com mais de 100 anos de idade.
  • Compartilha o seu conhecimento: eu dou mais de 150 conferências por ano, algumas vezes dirigidas a grupos de 100 crianças do curso primário e, outras, para grupos de 4.500 empresários. No geral, dou aulas de 60 a 90 minutos de duração, durante os quais permaneço de pé para manter-me forte.
  • Quando um médico lhe recomenda realizar certo exame ou cirurgia, pergunte-lhe se ele, ou ela, sugeriria o mesmo procedimento a seu cônjuge ou a seus filhos: diferente da crença popular, os doutores não podem curar todo mundo. Por isso, para que submeter o corpo a dores desnecessárias mediante uma cirurgia? Na minha opinião, a música e a terapia com um animal de estimação podem conseguir coisas, trazer resultados que os doutores nem imaginam.
  • Para manter-se saudável, sempre escolha subir pelas escadas e leve consigo seus próprios pertences: para manter-me saudável, sempre escolho as escadas.
  • A dor é misteriosa e a diversão é a melhor forma de esquecê-la: se você começa a jogar, a brincar com uma criança que sofre de dores atrozes, ela se esquecerá da dor imediatamente. Os hospitais devem responder às necessidades básicas dos pacientes e uma, dentre elas, é a diversão. No hospital St. Luke’s contamos com terapias realizadas com músicas e com animais e exposições de arte.
  • Não se desespere por acumular bens materiais: lembre-se de que, quando chegar a hora, não poderá levá-los consigo.
  • A ciência, por si só, não pode curar ou ajudar as pessoas: a ciência considera as pessoas em massa, mas a enfermidade é individual. Cada pessoa é única e as enfermidades estão conectadas com seus corações.
  • A vida está cheia de incidentes: no dia 31 de março de 1970, quando tinha 59 anos, embarquei no Yodogo, um voo de Tóquio a Kukuoka. Era uma manhã ensolarada e, quando se começava a divisar o Monte Fuji, o avião foi sequestrado por um grupo do Exército Vermelho Japonês. Os seguintes quatro dias, eu os passei atrelado a meu assento, sob uma temperatura de 40 graus. Decidi ver a situação como um experimento e me surpreendi ao ver como meu corpo conseguiu manter-se calmo durante a crise.
  • Encontre um modelo e proponha-se mais do que ele ou ela tenham conseguido conquistar: meu pai viajou aos Estados Unidos no ano de 1900 para estudar na Universidade Duke, na Carolina do Norte. Ele foi um pioneiro e um dos meus heróis.
  • Viver muitos anos é maravilhoso: até os 60, é fácil trabalhar para nossa família e alcançar nossos objetivos. Sem dúvida, nos anos posteriores, deveríamos nos propor o objetivo de contribuir para a sociedade. Desde que tenho 65 anos tenho servido como voluntário e, nesta idade – aos 103 anos – ainda dedico dezoito horas, sete dias por semana, a essa tarefa. E desfruto cada minuto.

Aqui você assiste a um vídeo sobre o Dr. Shigeaki Hinohara

https://www.youtube.com/watch?v=tRKSIyj4mBk&list=PLVxWgntLadCg_yaWYpH2nx-aRWpvWb7h9

2018-03-09T15:16:48+00:00